Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Obstinação Física

Quarta a noite no The History Channel (meu dia favorito pra assistir esse canal) me deparo com um documentário a respeito de Matéria Escura e energia escura, tema interessantíssimo. O que mais me chamou a atenção porém, foi a obstinação de um físico que montou um laborátório onde há anos ele espera que uma partícula de matéria escura cruze com átomos de uma substância extremamente densa fixada em placas em temperaturas próximas ao zero absoluto. É isso mesmo, o cara, científicamente entende que a única maneira de provar sua teoria é insistir num experimento empírico, mesmo que isso dure anos.

Mas o que isso tem a ver com política??? Obstinação!!! Sabemos que as ciencias sociais não são tão exatas quanto a física, mas quando falamos em física quântica, esse comentário se torna irrelevante, dada as infinitas incertezas nessa área. Comparando:

Um físico, não sabendo em que vai dar sua experiência, mas sabendo como aplicar os métodos corretos, segue as regras até chegar ao resultado esperado, e em se tratando de não chegar ao resultado, formula outra teoria;

Um político, sabendo em que vai dar suas experiências, mas não sabendo aplicar métodos corretos, burla as regras e chega a resultado nenhum e quando chega à algum resultado plausível segue outra linha de trabalho.

Tá! É ridículo comparar ciências, mas não é rídiculo comparar posturas de profissionais. Ambos querem (em tese) respostas práticas para perguntas que afetam toda a comunidade humana; mas o que ambos não tem em comum?? O físico se prepara, ele estuda... Hoje até existe curso de preparação para gestão social e outras cositas mais, porém ninguém elege um deputado ou governador por seu currículum (salvo exceções). Não tem jeito mesmo, é por isso que quero o diploma do Cirilo.

Pergunta que não quer calar: Você deixaria um não-físico mexer no LHC???? é... O mundo também acaba nas mãos de homens inescrupulosos no poder...

Domingo, 19 de Outubro de 2008

Ocorrência inusitada.

Há tempos eu não via crimes passionais fazerem tanto alarde quanto o caso Lindemberg x Eloá. Correndo risco de ser criticado vou expressar minha opinião sobre assunto:

Desde novo, busco encontrar um modo de vida onde o sentimentalismo e o amor não influenciam as atitudes mais lógicas, de forma a evitar relacionamentos destrutivos ou infrutíferos; entretanto, como qualquer pessoa sabe, uma das coisas mais impossíveis de se escolher é de quem gostar e quando gostar. Amor é a grande panacéia e, ao mesmo tempo a grande doença da humanidade. Mas amor, acima de tudo e nos ultimos tempos, tem se tornado um negócio meio que particular. Cada um faz sua imagem do amor, e cada vez mais as imagens estão se diferenciando. Contextualizando com o caso do sequestro, cabe pensar qual seria a atitude da polícia a 40 anos atrás: provavelmente teríamos um policial dentro da casa no primeiro dia, com um discurso de "deixa disso" pra cima do rapaz, e provavelmente a coisa estaria resolvida, dado que provavelmente a atitude foi tomada no calor do momento (ou talvez o desfecho fosse outro, mas suponhamos que não). O mais interessante da atitude da polícia e da sociedade moderna, foi a questão da ampla discussão do tema, da necessidade de preservação do rapaz, ou do motivo que o mesmo tinha ao cometer o ato. Hoje muito discutem a relação que ocorreu entre o casal e as brigas de orkut que tiveram, haja vista que as situações passadas pelo fatídico casal são comuns a vários relacionamentos - o que levanta a questão: será que pode acontecer comigo? Eu acho toda a discussão uma grande besteira, analisando do ponto de vista social - o cara é um sequestrador, uma pessoa que restringiu a liberdade de outra ameaçando sua vida com uma arma! O motivo pouco interessa para a polícia tomar uma atitude em relação ao fim do confronto! O zé mané enfiou a cabeça umas 150 vezes pra fora, e a polícia poderia ter metido dois balaços na cabeça e problema resolvido! Mas não! Os policiais tinham que questionar o motivo do crime passional, preservar a vida do rapaz, e não sujar suas imagens na televisão...

Mesmo erro, outro estado - muito providencial os cinemas estarem passando a história do ônibus 174 nos cinemas, pois se trata de praticamente o mesmo erro. A policia não tem que analisar o porque do conflito, isso é papel do sociólogos, políticos e outros tantos membros da sociedade. A polícia tem que finalizar o conflito, preservando a vida de INOCENTES, e se possível dos meliantes para que possam ser encaminhados à julgamento - SE POSSÌVEL. Alguém ai me diz: é possível prever as atitudes de um criminoso passional???

Políticamente o amor só fode tudo mesmo, mas só somos políticos quando não estamos sozinhos...

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Curtas

  1. Porque as pessoas jogam na loteria, e dificilmente têm esperança de ganhar?
  2. Porque cobramos apenas prefeito, se os representantes diretos do povo estão no legislativo?
  3. Porque não sabemos o que é legislativo?
  4. Porque eu escrevo no meu blog questões que pessoas que lêem não se fazem?
  5. Porque as pessoas que lêem o meu blog fazem questões a si mesmas sobre assunto que não vou tratar em meu blog?
  6. Porque tratar assuntos que pessoas que não lêem meu blog se fazem se obviamente quem se interessa é quem lê meu blog?
  7. Quem lê meu blog?

A morte no Darwinismo Social

Muitos analisam a sociedade como um organismo vivo; idéias alimentadas pela teoria de gaia, inconsciente coletivo entre outros. Quando tratamos da idéia de evolução sobre o prisma da sociedade-organismo, estamos falando de darwinismo social.
Idéia simples então seria pensar que o ser humano mais adaptado é o que vai perpetuar sua espécie e proseguir com seus genes. Já tratei disso antes, e acho o assunto até meio prolixo, já que existem diversas maneiras de contextá-lo, devido à questão já superada da eugenia aplicada pelos nazistas na segunda guerra.
Entretanto, durante uma conversa com meu amigo "Sober" esta semana, levantamos a idéia de que algumas pessoas, no contexto evolucionário do darwinismo social, não tem nenhum papel a exercer perante a sociedade. Pessoas que realmente não servem, descartáveis. Muitos que lerêm pensarão de imediato que se trata de pessoas não encaixadas na sociedade: assassinos, psicopatas, sociopatas e doentes mentais graves, já que teoricamente não se reproduzirão; mas se tratando da terra como apenas um organismo vivo, a "célula" que deveria ser descartada não é aquela que mata outras células ou age de forma diversa, em sim aquela sem função nenhuma.
O verdadeiro apêndice social é formado pelos sem opinião, os que não fazem ou se omitem de fazer algo. E para contextualizar melhor: algo é qualquer coisa - qualquer coisa MESMO.
Ao meu ver existem pessoas que simplesmente se acomodam e esperam que tempos bons venham, se agarram a alguma profecia de fim do mundo e esperam - o preocupante é que esse desejo está se tornando universal. Nós estamos nos tornando apêndices, nada mais. Nossa produção é voltada para futilidade, e aceitamos pacificamente tudo isso. Apêndice...


Acho que estou ficando muito crítico, e é muito fácil ser crítico. Votei no Cirilo, e vou tornar minha vida mais difícil - vou acompanhar e cobrar.

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Gana

Uma qualidade humana indiscutível é a gana, a vontade de evoluir e ser melhor. Nos macacos essa qualidade se exprime em líderes mais fortes garantidos pela seleção natural. Os seres humanos são extremamente difernetes do macaco, e não vou entrar em um assunto batido, que é a crítica ao egoísmo humano. A real crítica é outra, que na realidade se forma em uma questão: Se somos seres selecionados, porque ao invés de evoluirmos e mantermos nossos lares intactos, repetimos erros e nos autodestruímos?
Não sou "amante da terra", nem tampocuco faço parte do greenpeace, porém é inegavel que não somos capazes de viver através de nossos próprios sistemas políticos sem tomarmos o caminho de uma autoflagelo sem fim. O estouro da economia norte americana é um exemplo claro disso: estamos cada vez mais fadados a um vício pelo sucesso sem fim, que apenas nos traz a miséria. Nós compramos produtos por pura ostentação, continuamos cultuando o falo. E por mais que essa ideía pareça difundida, e que cada vez mais nos toquemos dessa realidade, o que ocorre realmente é que não mudamos. Não somos seres evoluídos para tanto. Mutação é a real evolução, mas ao contrário do que ocorre na seleção natural, os fracos de nossa espécie não são eliminados, sendo muitas vezes louvados como líderes. Não me entendam mal, segregação não é a resposta; mas como somos seres alienígenas, precisamos entender nosso meio de seleção natural. A meritocracia deve imperar, não podemos permitir que mesquinhos tomem nossos bens valiosos, nossa liberdade.
Tá, discurso batido, mas importante, e continuará a ser ecoado; seja por darwinistas ou amantes do design inteligente. A sensação de justiça - que nada mais é dar a alguém algo que lhe é de direito - é inerente ao se humano, e não existe ideologia que a atinja.
O que virá a seguir?

Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Controle

Hoje assisti um filme que me fez refletir: Equilibrium. Não que o filme seja uma óbra prima; é mais um daqueles que conta a história de um futuro distante que o estado comanda nossas vidas de alguma maneira (vide Gattaca, Aeon Flux, V de Vingança, Filhos da Esperança etc). O filme conta a história de um policial, chamado sacerdote, que em um futuro distante é obrigado a exterminar pessoas com atitudes emocionais, haja vista que o governo - comandado por um ditador-criatura denominado "pai" - proíbe a expressão de emoções, as culpando pelos males do mundo.
A reflexão em questão nem é sobre as emoções e o futuro da humanidade, e sim sobre o quanto nos deixamos ser dominados pelo estado.
O filme não apresenta um roteiro contundente que explique a atitude irracional dos membros da sociedade sem emoções (eles alegam que um remédio controla essas emoções, mas aparentemente o lado "sem emoção" é muito mais enérgico e emocional do que deveria), porém existe um detalhe importante que é apresentado, inclusive plagiando outros filmes: A mídia.
Qual o grau de manipulação que a mídia nos impõe? Alias, qual o grau de influência que opniões alheias têm sobre nós? Acredito que votamos em quem teve indicações por alguém, ou quem aparece bem na mídia, isso ao meu ver é inegavel; e existe algo de saudável nisso, devido à própria mídia ser um reflexo da opnião pública.
Até que ponto é saudável sermos influenciados? Até que ponto podemos nos dar ao luxo de não pensar? individualmente falando parece simples, mas quando analisamos o coletivo, complica.
Estranhamente hoje apresento muitas perguntas, mas poucas respostas... Devo estar no ponto saudável do "não pensar". Será?

Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Pochema - Estados Unidos cheiram mal?

Dia desses eu estava assistindo ao filme Eragon, no canal Telecine, e lembrei de um artigo que li no Estado de São Paulo - não me lembro de quem - que dizia que a maioria da indústria cinematográfica norte-americana éra essencialmente democrata (o que faz todo sentido, se analisarmos as "participações" na convenção em Dallas); em virtude disso me veio a questão: somos realmente manipulados pela mídia? A resporta parece óbvia, mas particularmente acredito que não somos tão fantoches como gostaríamos de ser.
Temos sempre a inconsciente vontade de transmitir a culpa de nossos atos à terceiros, seja o governo, nossos chefes, até nossos parentes; porém esquecemos de que existe contradição em culpar os outros: se todos se culpam entre si e ninguém admite a culpa, de duas uma, ou somos todos mentirosos ou não temos controle sobre nossos atos. SIM, somos mentirosos, mas aí entra o outro lado - Temos total controle sobre nossos atos e responbilidades.
Todo ser humano sabe quando esta fazendo algo errado, não evita o ato simplesmente por uma boa resposta à relação custo-benefício que esse ato vai causar. Voltando a discussão original: porque o mundo é tão pró-Obama? Se não somos manipulados pela indústria cinematográfica qual a resposta? Obama é carismático, algum brasileiro diria, sem se dar conta que realmente nunca o viu discursar, estando, assim, em contradição com o vínculo óbvio que nossos sentidos nos dão à simpatia por algo. Se não o ouvimos e mal o vemos como podemos simpatizar com eles? Mas as idéias deles são boas pro Brasil! - Diria a tia na sacada... Onde diabos você leu isso? Na maioria das análises o impacto de qualquer do presidenciáveis americanos teria prós e contras à trazer no Brasil. Acho que a resposta mais adequada é: Não queremos saber se o Obama é legal, apenas somos Anti-Bush, e antiamericanos; a indústria não nos manipula, apenas nos sentimos mínimos como nação e queremos que os grandalhões caiam, em um puro sentimento de inveja. Somos mentirosos com nossos próprios sentimentos e ficamos ao lado da idéia que nos trouxer maior custo-benefício. Obama no Poder é mais agradável para a indústria liberal americana, facilitando o nosso consumo dos produtos mais bacanas do USA: cinema e pornografia.
Triste não é ser brasileiro, triste é achar que não ser brasileiro é que é legal.